Autonomia dos universitários

Os pais e as universidades devem encarar o ensino superior de maneira bem diferente do ensino médio.

por Melissa Marques

Cada vez mais, podemos perceber a interferência dos pais na vida acadêmica dos alunos, principalmente daqueles de universidades particulares. Por conta disso, o desempenho estudantil dos universitários está mudando, criando estudantes cada vez mais dependentes.

Em universidades privadas como a Belas Artes e o Mackenzie, começou a aumentar o número de pais que vão até a coordenação reclamar das notas dos filhos, fazendo com que as instituições comecem a promover reuniões de pais e professores, iguais as de colégios.

O coordenador do curso de publicidade da Belas Artes observa que alunos que pagam a própria mensalidade tendem a ser mais autônomos do que os que dependem dos pais. Esse tipo de comportamento contempla o que muitos chamam de “geração mimada”.

A falta de autonomia estudantil também pode ser uma consequência do ingresso antecipado de um ou dois anos dessa geração nas faculdades. Segundo a educadora Sílvia Colello, essa diferença, por menor que seja, é o que define essa falta de autonomia. O estudante entra na universidade assim que sai do colégio, tem dificuldade de sair da vida colegial e entrar na universitária.

1377268_537746026305558_1325943867_nPara melhorar essa situação, os pais, por mais preocupados que sejam, devem dar um espaço para o universitário começar a se virar sozinho, e as instituições de ensino não devem aderir a esse controle que os pais querem ter sobre as notas dos filhos. Uma educação liberal é o que permite o aluno ter suas próprias ideias, fazendo com que ele vire um profissional mais competente e independente.

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